Você sabe o que esta tomando? Como reconhecer um medicamento falso do verdadeiro? O que fazer? Tentaremos esclarecer essas e outras dúvidas sobre o seu medicamento. No Brasil em 2009 foram aprendidas mais de 330 toneladas de medicamentos falsos segundo a ANVISA, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a falsificação de medicamentos como um problema global de saúde, matando, incapacitando e ferindo adultos e crianças indistintamente. Para evitar a aquisição de medicamentos falsificados e prejuízos no seu tratamento alguns passos devem ser observados, lembrando sempre que a sua saúde não tem preço. Nunca compre medicamentos em feiras, bares, postos de conveniências, supermercados e ambulantes, cuidado com promoções ou liquidações: preço muito baixo do costume pode indicar origem duvidosa do remédio. Fique atento se na embalagem não há vestígios de raspagem ou alterações nas cores, pois alguns tipos de fraudes podem ser identificadas; a raspagem da frase “Proibida a Venda” das embalagens geralmente é feita em cargas roubadas de amostra grátis ou de medicamentos fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS); também é comum a retirada dos medicamentos de suas embalagens originais, com o objetivo de burlar o seu prazo de validade. Cuidado com rótulos mal impressos, rasurados, bulas que parecem ser copias de xérox, lacres rompidos, rótulos que soltam facilmente ou estejam borrados. Se um tipo de medicamento que sempre foi eficaz deixou de fazer efeito de repente ou a pessoa notou algum efeito não desejado, procure o médico ou o farmacêutico levando sempre o medicamento na sua embalagem para uma possível triagem prévia da origem do medicamento. No medicamento original conforme as normas vigentes devem conter: data de validade do produto, lote impresso na caixa igual ao impresso no frasco ou cartela, o nome do farmacêutico responsável pela fabricação e o numero de sua inscrição Conselho Regional de Farmácia (o registro do farmacêutico deve ser do mesmo estado em que a fábrica do medicamento está instalada), número de registro do medicamento no Ministério da Saúde (deve conter 13 caracteres), se o medicamento possui a ‘raspadinha’ que quando friccionada com metal aparece a logomarca do fabricante. Peça ajuda ao farmacêutico responsável pela drogaria ou farmácia para identificar os itens citado acima, em caso de suspeita ou diferença encontrada entre em contato com a Secretaria de Saúde local ou procurar as delegacias de Repressão a Crimes contra a Saúde da Polícia Federal para fazer a denúncia. Também é possível ligar para o serviço de atendimento ao consumidor (SAC) do laboratório que fabrica o medicamento suspeito, a ANVISA também disponibiliza gratuitamente o numero de telefone 0800-642-9782 para denúncias de produtos suspeitos. Ajude a combater a falsificação de remédio e proteja a sua saúde.
Luiz Heleno é graduado em ‘Farmácia Análise Clínicas e Toxicológicas’ pela (UNIFENAS) e Especialista em ‘Farmacologia’ pela (UFLA)
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