Ossos humanos são encontrados em fazenda na zona rural de Ibiá
Ossada foi localizada em área de mata ciliar e removida pelo Instituto Médico Legal (IML) de Araxá
Uma porção de ossos humanos foi encontrada pela equipe do Instituto Médico Legal (IML) na tarde deste sábado (20), em uma fazenda localizada na zona rural de Ibiá, no Alto Paranaíba. O achado ocorreu por volta das 16h, quando o proprietário do imóvel, situado próximo ao distrito de Tobati, realizava manutenção em uma nascente de água da propriedade.
De acordo com informações do IML, o fazendeiro caminhava pela área de mata ciliar quando localizou o que aparentava ser uma ossada humana. Diante da situação, a Polícia Civil foi acionada pelo delegado de Ibiá, que solicitou o apoio do IML.
Equipes do IML e do Ramec (Rabecão) se deslocaram até o local para realizar a remoção do material. Os ossos foram recolhidos, acondicionados em sacola padrão do próprio IML e encaminhados para a unidade de Araxá.
Segundo os profissionais envolvidos na ocorrência, antes do deslocamento houve a confirmação preliminar de que se tratava de ossada humana, após o envio de imagens que mostravam claramente uma mandíbula compatível com a anatomia humana. No local, além da mandíbula, também foram encontrados outros fragmentos ósseos que podem pertencer à região do quadril e a um osso longo, possivelmente o fêmur.
“Não cabe a nós dar a confirmação oficial, pois isso é função do laboratório de antropologia, mas há cerca de 99% de chance de que os ossos sejam humanos”, informou o investigador do IML, Hudson Fiuza, um dos responsáveis pelo atendimento da ocorrência.
O material deverá ser encaminhado ao Serviço de Antropologia do IML de Belo Horizonte, onde passará por exames técnicos para identificação e possível determinação do tempo e da causa da morte.
“A gente está em busca de pessoas que possam estar desaparecidas na região. Caso algum familiar esteja nessa situação, deve procurar o IML de Araxá para que possamos colher material de DNA para comparação. A sacola utilizada é padrão do próprio IML, onde o material foi recolhido e acondicionado”, concluiu Fiuza.